Nunca imaginei que estaria separando um espaço na minha gaveta de meias para a pilha de máscaras que acumulei nas últimas semanas. Elas são inúmeras, mais do que uma para os dias da semana. Suas estampas são as mais variadas. Vêm de diversas fontes, desde uma comprada na farmácia até aquelas confeccionadas pela minha tia, que é costureira. Mas elas compartilham um único propósito: a proteção contra o coronavírus.
Porém isso não impede que a máscara vire um adereço fashion, ganhando a cor e vida características do povo brasileiro. As estampas podem variar asim como as texturas. Estampas lisas e diferentes tipos de elásticos também entram na jogada. Algumas mais confortáveis do que outras, até mesmo podendo variar em nível de proteção. Mas as máscaras tem um fato fundamental que podem definir definitivamente a eficácia da proteção: o modo de usar.
Assim como no trânsito. Sim, porque os carros não andam sozinhos por aí. A mão humana atrás do voltante é o que decide se o carro irá promover um agradável passeio ao parque ou se ele será uma arma mortífera. Na autoescola, aprendemos que a maneira correta de dirigir é aquela na qual o motorista pratica a direção defensiva, cuidando não só de sua vida, como também de outros motoristas e pedestres.
Claro, de nada adiantaria comprar um carro super seguro, com air bags e rodas de liga leve para sair por aí atropelando todo mundo. Também não há motivos para ter um carro do ano simplesmente para não respeitar sinalização de trânsito alguma. Assim como não adianta nada ostentar uma máscara de tecido caro, bordada e combinando com o outfit sendo que o nariz está para fora. Ou mesmo uma máscara mais simples, mas ficar retirando a qualquer momento para falar ou “dar uma respiradinha”. Também é necessário trocar de máscara durante o dia a dia, porque ela perde o efeito de proteção ao ficar úmida. São pequenas ações que podem salvar vidas.
Se não podemos ficar em isolamento social, que tenhamos o mínimo de respeito pelos outros ao utilizar as máscaras de forma correta. Assim como no trânsito, nós carregamos uma tremenda responsabilidade. A segurança de outras pessoas depende de nós, assim como nós dependemos dos outros para manter nossa saúde em segurança.

