Esse é diferente. Ao contrário dos outros contos, esse eu escrevi há muito tempo. Mas o isolamento deu a ele a atenção devida e eu consegui cultivá-lo com carinho.
Os minutos iam passando e minha vergonha ia indo junto, e cada gole roubado parecia mais do que era. Pedi para minha amiga ver se ele gostava ou não de garotos e se eu tinha alguma chance. Depois de mais alguns goles e mais alguns minutos, as pessoas foram indo embora, a banda parou com o rock comprido e eu já fechava a última mesa. Os goles já não roubados se tornaram maiores e pareciam menos do que realmente eram;
Entrelaçados.
É preciso mencionar que o grande impulso para revisão (por mim mesmo) foi a atenção que Sigiloso & Discreto recebeu do pessoal da Quinta História quando ele foi parar no Quintal dos Autores.
Depois desse incentivo, fui ver os meus textos antigos e que estavam salvos. No meio da poeira encontrei Entrelaçados. De fato, eu já fiz uns freelas em um boteco quando ainda morava em Candelária. Sempre recebi em cerveja e hambúrguer, uma troca excelente para quando eu chegava lá depois das aulas da faculdade: descia do ônibus e ia direto para o boteco. A parada de ônibus na qual eu descia era na esquina. Foram alguns meses bem interessantes por lá e tive a oportunidade de conhecer muitas pessoas interessantes que guardo até hoje na minha memória.
Como tudo que faço é por minha conta, já que não tenho dinheiro para investir, eu mesmo tenho de revisar meus textos. Mas faço questão de mandá-los para alguns amigos com a intenção de ouvir uma opinião de fora. Com Entrelaçados não foi diferente.
Devo dizer que o período dos dois anos desde que havia escrito ajudou a melhorar grande parte do texto. Pretendo fazer uma publicação sobre minhas inspirações e algumas dicas sobre escrita criativa, então vou salvar esse tópico para o futuro.
Para comprar o e-book clique aqui.

